O parcelamento do salário dos servidores estaduais pode ter fim no próximo mês, conforme o anúncio feito pelo governo durante uma reunião com a direção do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) na tarde de segunda-feira, na Casa Civil, em Porto Alegre. Entretanto, a proposta só vai valer dependendo do resultado da venda das ações do Banrisul na Bolsa de Valores, da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados do governo federal, e do crescimento econômico previsto para os próximos meses.
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O documento, que foi entregue pelos secretários da Casa Civil, Fábio Branco, e da Educação Ronald Krummenauer, aos representantes do Cpers aponta que, se todas essas condições se confirmarem, "o governo do Estado assume o compromisso de fazer o pagamento integral da folha no último dia útil do mês, a partir de 30 de dezembro de 2017".
De acordo com o documento, o governo também se compromete a retirar de tramitação a Proposta de Emenda Constitucional 257/16, que revogaria o artigo 35 da Constituição Estadual, em que estabelece a obrigatoriedade do pagamento em dia dos salários, além de não dispensar os contratados temporários por fatos relacionados à greve.
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Na manhã desta terça-feira, em assembleia realizada pelo Cpers, a categoria recusou a proposta do governo, conforme o diretor-geral do 2º núcleo do Cpers, Rafael Torres, e aprovou a continuidade da greve, deflagrada em 5 de setembro.
– Nós vamos discutir uma contraproposta para apresentar ao governo, aproveitando os itens 2 e 3, que falam da retirada da PEC e da decisão por manter os contratos temporários. Mas o item 1 é uma chantagem que ele (o governo) condiciona o pagamento em dia à venda de ações e ao crescimento econômico – explica Torres.